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Advérbio

Postei um resumo de advérbio e locução adverbial. Este material vai ajudar os alunos a se prepararem para concursos.

ADVÉRBIO E LOCUÇÃO ADVERBIAL

• Advérbio
É palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo ou do próprio advérbio.
Observe as frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.

Nessas três orações, muito é advérbio de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma verbal respeitam. No segundo, intensifica o adjetivo interessante. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal.

Veja o exemplo abaixo:
Amanhã voltarei de bicicleta naquela praça.

Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias: amanhã indica tempo; de bicicleta indica meio; naquela praça indica lugar.


• Locução Adverbial
È toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio.
Ex. As notícias chegaram cedo. Advérbio
As notícias chegaram de manhã. Locução adverbial

Veja alguns exemplos de locuções adverbiais: à direita, à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de súbito, de propósito, de repente, às vezes, à noite, à tarde, etc.

• Classificação do Advérbio
Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:

Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.

Obs.: ainda há outros advérbios fora da NGB.

Assunto - Falávamos sobre futebol.
Companhia - Fui ao cinema com sua prima. Com quem você saiu?
Fim, finalidade - Ela vive para o amor. Daniel estudou para o exame. Viajei a negócio.
Instrumento - Rodrigo fez o corte com a faca. O artista criava seus desenhos a lápis.
Meio - Fui de avião. Viajei de trem.

• Advérbios interrogativos
São aqueles empregados em frases interrogativas diretas e indiretas. Esses advérbios também expressam circunstâncias, que podem ser:

Lugar - onde, aonde, de onde. Onde você está?
Tempo - quando. Quando ele voltará?
Modo - como. Como você chegou até lá?
Causa - por que. Por que estás triste?


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ATIVIDADE


I. Copie no caderno todos os advérbios e locuções nas frases abaixo e classifique-os:

1. Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
2. Entreguei-me calorosamente àquela causa.
3. Eles se respeitam muito.
4. O balão caiu longe.
5. O balão caiu no mar.
6. Sim, realmente irei partir.
7. Ele irá com certeza.
8. Falávamos sobre futebol. (ou de futebol, ou a respeito de futebol).
9. Fui ao cinema com sua prima.
10. Com quem você saiu?
11. Sempre contigo irei estar.
12. Talvez seja melhor irmos mais tarde.
13. Porventura, encontrariam a solução da crise?
14. Quiçá acertemos desta vez.
15. Ela vive para o amor.
16. Daniel estudou para o exame.
17. Trabalho para o meu sustento.
18. Sempre aparecia por lá.
19. Havia reuniões todos os dias.
20. Rodrigo fez o corte com a faca.
21. O artista criava seus desenhos a lápis.
22. A atleta corria bastante.
23. O remédio é muito caro.
24. Nasci em Porto Alegre.
25. Estou em casa.
26. Vive nas montanhas.
27. Viajou para o litoral.
28. Fui de avião.
29. Viajei de trem.
30. Como você se chama?
31. Moro em Vila Velha.
32. Cheguei cedo.
33. Trabalhou bem.
34. Feriu a bala.
35. Trabalhou bastante.

SUJEITO

Olá, queridos alunos! Podem começar a preparação para as primeiras aulas do ano. Vem aí ...

SUJEITO
“A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
Sujeito – A cegueira
Núcleo do sujeito - cegueira

Sujeito é o termo sobre o qual se emite uma declaração.

Núcleo do sujeito é a parte principal do sujeito.

CLASSIFICAÇÃO (TIPOS) DO SUJEITO

SUJEITO SIMPLES - possui apenas um núcleo e este vem exposto.
“ As manobras militares em Minas Gerais naquele ano marcaram época.” (Fernando Sabino)

SUJEITO COMPOSTO – possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
“ Seus contos e romances caracterizam, entre outros traços, o experimentalismo de feição lúdica.” (Domício Proença Filho)

SUJEITO OCULTO (DESINENCIAL) – também chamado de sujeito elíptico, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
” Serei forçado a abandonar-vos..” (Voltaire)

SUJEITO INDETERMINADO - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal (quem pratica a ação).
“Durante umas duas horas ficaram repetindo o teste.” (Roberto Freire)
Verbo na terceira pessoa do plural.

ORAÇÃO SEM SUJEITO ou SUJEITO INEXISTENTE - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal.

Casos em que ocorre oração sem sujeito:
1. Verbos indicando Fenômeno da Natureza. Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2. Verbo haver no sentido de existir ou ocorrer. Houve um grave acidente na avenida principal.
3. Verbo fazer indicando tempo ou clima. Faz meses que não a vejo. Faz sempre frio nessa região do estado.

Observação: tais verbos usados em sentido figurado possuem sujeito.
“ Choviam sobre a cidadela os projéteis da artilharia francesa.” (Eduardo Prado)

Morfologia - Classes gramaticais variáveis

MORFOLOGIA – CLASSES GRAMATICAIS VARIÁVEIS

1. Substantivo – palavra que dá nome aos seres.
Ex.: criança, língua, tribo, Brasil. (nome)

2. Adjetivo – palavra que caracteriza os seres e as coisas.
Ex.: longa, humanitário. (caracterizador do nome)

3. Verbo – palavra que indica fato ou estado.
Ex.: aprnder, mandar, permanecer, estar. (ação ou estado da ação)

4. Pronome – palavra que representa ou acompanha o substantivo, considerando-o apenas como pessoa do discurso. (determinante do nome).
Ex.: Os órfãos tinham um papel fundamental. Eram eles que aprendiam a língua indígena. O pronome eles (3ª. pessoa do plural) representa o substantivo órfãos na segunda oração. (pronome substantivo)
Ex.: … arrancados de sua tribo…
O pronome sua (3ª. pessoa do plural) acompanha o substantivo tribo, indicando posse desse substantivo por uma 3ª. pessoa (eles). (pronome adjetivo)

5. Numeral – palavra que indica quantidade ou ordem.
Ex.: Em 1553, Dom João II, rei de Portugal… (determinante do nome)

6. Artigo – palavra que acompanha o substantivo, determinando ou indeterminando-o.
Ex.: Os órfãos aprendiam a língua indígena. Os órfãos aprendiam uma língua indígena. (determinante do nome)

Orações

Revisão para a Prova Geral

O período pode ser simples ou composto. Simples, quando houver apenas uma oração. Neste caso, temos oração absoluta. Composto, quando existir mais de uma oração.

Quando o período é composto, temos: período composto por subordinação e período composto por coordenação. A subordinação é caracterizada por existir dependência sintática entre as orações; a coordenação não apresenta dependência sintática.

Assim temos: orações coordenadas e orações subordinadas

ORAÇÕES COORDENADAS são orações independentes quanto à estrutura sintática, ou seja, as orações não desempenham funções sintáticas ao se relacionarem com as demais orações do período.

Classificam-se em assindéticas e sindéticas. As assindéticas não apresentam conjunção; as sindéticas apresentam conjunção.

As principais conjunções coordenadas são:
a) Aditivas (sentido: adição): e, nem, mas também, mas ainda
b) Adversativas (sentido: oposição): mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto
c) Alternativas (sentido: opção): ou, ora... ora, ou... ou, já... já, quer... quer
d) Explicativas (sentido de explicação/ justificativa): pois ( quando anteposta ao verbo ), porque, que
e) Conclusivas (sentido de conclusão/ resultado): pois ( quando posposta ao verbo ), logo, portanto, então

Classificação da oração coordenada sindética:

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: - Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: - Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: - Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: - Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.

A oração que não tem conjunção é classificada como oração coordenada assindética.
Ele trabalhou durante todo o mês, mas não recebeu seu salário.

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ORAÇÕES SUBORDINADAS são classificadas em:

- Substantivas => aparece com o que ou se – conjunção integrante =
que => troca por isso. São elas:

• Oração subordinada substantiva predicativa – (aparece com dois pontos, sentido de aposto) Só desejo uma coisa: que seja feliz.

• Oração subordinada substantiva objetiva indireta – (de quê ao verbo) Preciso de que me ajude.

• Oração subordinada substantiva completiva nominal – (de que ao nome) Tenho necessidade de que me ajude.

• Oração subordinada substantiva predicativa – (O quê?- verbo de ligação) Meu desejo é que seja feliz.

• Oração subordinada substantiva objetiva direta – ( O quê? Com sujeito na oração principal) Eu quero que você venha logo.

• Oração subordinada substantiva subjetiva – (O quê? Sem sujeito na oração principal) É necessário que você venha.



- Adjetivas - aparece com pronome relativo: que, qual, quanto, onde, cujo. O “que” é pronome relativo quando pode trocar por “ o qual” . São elas:

• Oração subordinada adjetiva restritiva = sem vírgula.
• Oração subordinada adjetiva explicativa = com vírgula


- Adverbiais - aparece com conjunção subordinativa adverbial (sentido de advérbio. [ causal, temporal, final, proporcional, concessiva, comparativa, condicional, consecutiva e conformativa.

Relação de sentido:




As orações subordinadas adverbiais são:

• Oração subordinada adverbial condicional. Os novos candidatos seriam admitidos se tivessem encaminhado, em tempo hábil, os documentos exigidos para a inscrição.
• Oração subordinada adverbial conformativa. O novo carro passou por todos os testes, em vários departamentos especializados, conforme estabelecem as normas de qualidade.
• Oração subordinada adverbial concessiva. Embora seja complexa e trabalhosa a pesquisa, não desanimaremos.
• Oração subordinada adverbial causal. Como temos tempo, façamos o bem.
• Oração subordinada adverbial consecutiva. Estudou tanto que ficou cansado.
• Oração subordinada adverbial comparativa. Ele é tão alto quanto o pai.
• Oração subordinada adverbial proporcional. À proporção que lia, melhor escrevia.
• Oração subordinada adverbial temporal. Quando o professor chegou, a aula começou.
• Oração subordinada adverbial final. tantos os candidatos, que as provas foram suspensas, para que fosse encontrado outro local mais amplo.

Conjunções

CONJUNÇÕES
1. Conjunções coordenativas: ligam orações sintaticamente independentes. São classificadas de acordo com o tipo de relação que estabelecem entre duas orações. Observe:

Classificação Conjunções e locuções conjuntivas Exemplos
Aditivas e, nem, mas também, bem como, como, como também, etc.
Ele não trabalha nem estuda.
Adversativas mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, etc. Meu tio é rico, mas é muito avarento.
Alternativas ou, ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já, etc.
Preste atenção ou retire-se.
Conclusivas logo, portanto, por isso, assim, pois (depois do verbo), etc. O dia está frio, leve, pois, um bom agasalho.
Explicativas que, porque, porquanto, pois (antes do verbo), etc.
Leve este dicionário, pois o preço está ótimo.

2. Conjunções subordinativas: introduzem orações sintaticamente dependentes de um termo situado na oração principal. Essas orações podem ser substantivas ou adverbiais.
As conjunções integrantes introduzem orações subordinadas substantivas, ou seja, as que exercem função de substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.). São apenas duas, que e se:

[É necessário][que todos colaborem.]

No exemplo acima a oração introduzida pela conjunção integrante que completa o sentido da primeira, exercendo a função de sujeito. Trata-se, portanto, de uma oração subordinada substantiva.
As outras conjunções subordinativas introduzem orações subordinadas adverbiais, exprimindo várias circunstâncias adverbiais. Observe a classificação no quadro seguinte:

Classificação Conjunções e locuções conjuntivas Exemplos
Causais porque, como, já que, uma vez que, visto que, dado que, sendo que, etc. Como choveu muito, as ruas ficaram alagadas.
Consecutivas que, relacionada a uma palavra de caráter intensivo (tão, tal, tanto, etc.) Gritou tanto, que ficou sem voz.
Comparativas como, tal qual, que, mais…que, menos…que, quanto, etc. Nada pesa tanto como um segredo.
Conformativas conforme, consoante, segundo, como, assim como, etc. Farei tudo conforme determina a lei.
Concessivas embora, por mais que, mesmo que, ainda que, se bem que, etc. Por mais que insistam, não agiremos dessa maneira.
Condicionais se, caso, contanto que, a menos que, salvo se, sem que, etc. Você nada conseguirá, sem que se esforce.
Proporcionais mais, à medida que, à proporção que, etc. Quanto menos você falar, mais satisfeitos ficaremos.
Finais para que, a fim de que, que(= para que), etc. Todos faziam sinal para que o time não recuasse.
Temporais quando, enquanto, logo que, sempre que, depois que, desde que, etc. Quando alguém faz economia, prepara o seu bem estar.

Observação:
As conjunções, como as preposições, não exercem função sintática. São meros conectivos entre duas orações.

SINTAXE - ESQUEMA I


SINTAXE - RECUPERAÇÃO

EXERCÍCIOS DE SINTAXE -RECUPERAÇÃO DE CONTEÚDO

TRANSITIVIDADE VERBAL (ação ou estado ? )
I. Classifique os verbos das orações abaixo quanto à transitividade (Ligação, Intransitivo, Transitivo direto, transitivo indireto, Transitivo direto e indireto.
1. Lampião morreu feliz.
2. Maria Bonita é alta.
3. Lampião ofereceu flores a Maria Bonita.
4. Lamião comprou balas.
5. Lígia sumiu de casa.
6. O aluno permaneceu quieto.
7. Maria Bonita esteve quieta durante a reunião.
8. “A incerteza na criação dos filhos é um dilema recente.” (Veja)
9. A casa é nova.
10. Lígia chegou febril.
11. Maria Bonita está magra.
12. “Não se trata, entretanto, de um ataque de loucura provocado pela altitude.” (Veja)
13. Lampião gosta de Maria bonita.
14. O documento pertence a Carlos.
15. Lígia ama Carlos.
16. Lambião está triste.
17. O aluno tornou-se comportado.
18. Lígia emprestou o livro a Carlos.
19. “A gente é um ser racional.”
20. “A turma tem traumas.”
21. Estou preocupado.
22. Estou em Roma.
23. Permaneceram calados durante o almoço.
24. Permaneceram exatamente no mesmo lugar.
25. O gato virou gata.
26. O furacão virou alguns carros.
27. Ficaria meses em Praga.
28. Ficaria extasiado se fosse a Praga.
29. Ela passou a chefe do departamento.
30. O pior já passou.
31. Achei o livro.
32. População ainda acredita nos políticos.
33. Os viajantes chegaram cedo ao destino.
34. Demitiram o secretário da instituição.
35. Nomearam as novas ruas da cidade.
36. Compareceram todos atrasados à reunião.
37. Estava irritado com as brincadeiras.
38. Sinceramente não acredito em você.
39. Juvenal atualizava seus conhecimentos.
40. O cão desapareceu na planície vazia.
41. Os meninos estavam nervosos.
42. Ofereceram o cargo ao deputado.
43. Aqueles soldados não confiam em seus superiores.
44. A noite chegou.
45. A noite chegou inesperadamente.
46. A noite chegou fria.
47. Os candidatos receberam o prêmio.
48. Fatos estranhos sucederam naquela noite.
49. Informamos o desastre ao prefeito.
50. O velho anda pelas ruas da cidade.

II. Sublinhe e classifique o complemento do verbo: objeto direto ou objeto indireto.
1. Quem já conversou com um índio.
2. Vim matricular meu filho.
3. Trouxemos seu livro.
4. Todos queriam sua volta.
5. Não falamos em festa.
6. A paz interessa a todos.
7. Minha mãe entregou o dinheiro para a empregada.
8. O novo presidente prometeu ao povo mudanças profundas.
9. Cumpriu a programação toda.
10. Não bata em seu filho!

III. Classifique o predicado das orações abaixo:
1. Tu pisavas nos astros.
2. Tu estavas distraídas.
3. Tu pisavas nos astros distraída.
4. O sol surgiu no horizonte.
5. O sol surgiu radiante.
6. O sol surgiu radiante no horizonte.
7. O vento virou a canoa.
8. A moca virou freira.
9. Aconteceram problemas durante a viagem.
10. Julguei esta atitude um ato bárbaro.

IV. Identifique o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto.
1. A professora ficou preocupada quando viu seu aluno machucado.
2. Agitado, o garoto queria encontrar a família pronta para viajar.
3. Simpático, o convidado achou a comida muito bem-feita.
4. Eu, ingênuo, nunca tinha considerado Antônio suspeito do furto.

Hífen

Predicado

Predicado
É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é estruturado em torno de um verbo. Ele sempre concorda em número e pessoa com o sujeito.
Quando é um caso de oração sem sujeito, o verbo do predicado fica na forma impessoal, 3ª pessoa do singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo significativo, um nome ou ambos.
Ex.: "Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a psicanálise".

Tipos de predicado:
* Verbal
* Nominal
* Verbo-nominal

Predicado verbal
Aquele que tem como núcleo (palavra mais importante) um verbo significativo (O verbo significativo pode ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI).

Ex.: Ministro anuncia reajuste de impostos.
Núcleo: anuncia (verbo significativo)


Predicado nominal
Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). Nesse tipo de predicado, o verbo não é significativo e sim de ligação.Serve de elo entre o sujeito e o predicativo.
Ex.: Todos estavam apressados.
Núcleo: apressados (predicativo)

Predicado verbo-nominal
Aquele que possui dois núcleos: um verbo significativo e um predicativo do sujeito ou do objeto.
Ex.: O garoto chegou triste.
Núcleos:
chegou- verbo significativo
triste- predicativo do sujeito

Predicativo do Objeto
Predicativo do objeto é um agente modificador do objeto. Esse predicativo ocorre apenas nos predicados verbo-nominais.
Ex.: O juiz julgou o réu culpado.
Objeto direto – o réu
Predicativo do objeto - culpado

Conjugação dos verbos

Modelos de conjugação dos verbos
Conjugações
• Primeira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ar.
o Vogal temática a.
Ex: cantar, falar, pensar, brincar, parolar etc.
• Segunda Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em er.
o Vogal temática e.
Ex: vender, ler, correr etc.
• Terceira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ir.
o Vogal temática i.
Ex: partir, dormir, pedir etc.
Observações
O verbo pôr e seus compostos (repor, depor, compor, impor, etc) pertencem à segunda conjugação, porque pôr origina-se da forma latina ponere (vogal temática e)

Há também as outras conjugações, mas estas incluem grupos menores de verbo e são as chamadas exceções na conjugação de verbos, entre elas: ser, estar, haver e muitos outros.

Modelos de conjugação
Primeira conjugação
Pronome Radical Presente Pretérito Perfeito Pretérito Imperfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito Futuro do Presente Futuro do Pretérito
EU am o ei ava ara arei aria
TU am as aste avas aras arás arias
ELE am a ou ava ara ará aria
NÓS am amos amos ávamos áramos aremos aríamos
VÓS am ais astes áveis áreis areis aríeis
ELES am am aram avam aram arão ariam
Subjuntivo Imperativo Infinitivo Pessoal
Pronome Radical Presente Pretérito Futuro Afirmativo Negativo
EU am e asse ar ar
TU am es asses ares a es ares
ELE am e asse ar e e ar
NÓS am emos ássemos armos emos emos armos
VÓS am eis ásseis ardes ai eis ardes
ELES am em assem arem em em arem
Infinitivo impessoal Gerúndio Particípio passado
ar ando ado




Segunda conjugação
Indicativo
Pronome Radical Presente Pretérito Perfeito Pretérito Imperfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito Futuro do Presente Futuro do Pretérito
EU vend o i ia era erei eria
TU vend es este ias eras erás erias
ELE vend e eu ia era erá eria
NÓS vend emos emos íamos êramos eremos eríamos
VÓS vend eis estes íeis êreis ereis eríeis
ELES vend em eram iam eram erão eriam
Subjuntivo Imperativo Infinitivo Pessoal
Pronome Radical Presente Pretérito Futuro Afirmativo Negativo
EU vend a esse er er
TU vend as esses eres e as eres
ELE vend a esse er a a er
NÓS vend amos êssemos ermos amos amos ermos
VÓS vend ais êsseis erdes ei ais erdes
ELES vend am essem erem am am erem
Infinitivo impessoal Gerúndio Particípio passado
er endo ido

Terceira conjugação
Indicativo
Pronome Radical Presente Pretérito Perfeito Pretérito Imperfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito Futuro do Presente Futuro do Pretérito
EU part o i ia ira irei iria
TU part es iste ias iras irás irias
ELE part e iu ia ira irá iria
NÓS part imos imos íamos íramos iremos iríamos
VÓS part is istes íeis íreis ireis iríeis
ELES part em iram iam iram irão iriam
Subjuntivo Imperativo Infinitivo Pessoal
Pronome Radical Presente Pretérito Futuro Afirmativo Negativo
EU part a isse ir ir
TU part as isses ires e as ires
ELE part a isse ir a a ir
NÓS part amos íssemos irmos amos amos irmos
VÓS part ais ísseis irdes i ais irdes
ELES part am issem irem am am irem
Infinitivo impessoal Gerúndio Particípio passado
ir indo ido
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelos_de_conjuga%C3%A7%C3%A3o_dos_verbos

Preposição

PREPOSIÇÃO
Preposição » é a palavra invariável que liga duas outras palavras estabelecendo relações de sentido e de dependência.

Exemplo:
A casa de Luiz fica distante.

A preposição de relaciona Luiz e casa, indicando uma relação de posse: a casa pertence a Luiz.

Rios, Pontes e Overdrives é uma música de Chico Science.
Nessa frase a palavra de relaciona Rios, Pontes e Overdrives e Chico Science, indicando uma relação de autoria: Chico Science é o autor da música.

A preposição estabelece relações, vejamos as principais:

Autoria – música de Roberto Carlos;
Lugar – vou ficar em casa;
Tempo – viajaremos em duas horas;
Modo – chegou aos prantos;
Causa – morrer de fome;
Assunto – falamos sobre economia;
Fim ou finalidade – enfeitamos a casa para o aniversário;
Instrumento – cortou o papel com a tesoura;
Companhia – viajei com o meu filho;
Meio – viajaremos de avião;
Matéria – comprei um anel de ouro;
Posse – o carro de Vitória;
Oposição – votaram contra o projeto;
Conteúdo – copo com água;
Preço – vendi meu carro por R$5000,00;
Origem – somos de Recife;
Destino – vou para BH.

CLASSIFICAÇÃO DA PREPOSIÇÃO
Podemos classificar as preposições de duas formas:

ESSENCIAIS
São palavras que funcionam só como preposição:

a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Exemplo:
Vamos para casa.
Ficamos sem carro essa semana.
Essa loja existe desde 1980.

ACIDENTAIS
São palavras de outras classes gramaticais, que em certas ocasiões funcionam como preposição. São elas:

conforme, consoante, segundo, durante, mediante, como, salvo, fora, que.

Exemplo:
Prestou conta conforme borderô.

Distinção entre preposição, pronome pessoal obliquo e ARTIGO





O a é:

Preposição quando liga dois termos e estabelece relação de dependência entre eles. Nesse caso o a é invariável.

Exemplo:
Fui a Roma.
Fomos a Roma.

Pronome pessoal obliquo - quando substitui o substantivo.

Exemplo:
Nós convidamos Roberta para uma festa.
Nós a convidamos para uma festa.

Artigo quando antecede o substantivo e o determina.

Exemplo:
A garota foi aprovada no concurso.
As garotas foram aprovadas no concurso.

Locução prepositiva

Quando um conjunto de duas ou mais palavras faz a ligação entre dois termos, chamamos de locução prepositiva.

Exemplo:

Conseguimos vencer graças a Deus.
Ele estava acima de qualquer suspeita.
Os alunos resolveram o problema depois de muito esforço.

Principais locuções prepositivas

Abaixo de acima de acerca de
A fim de além de apesar de
Antes de depois de ao invés de
Diante de em fase de em vez de
Graças a junto a junto com
Junto de defronte de através de
De encontro a em frente de em frente a
Sob pena de a respeito de ao encontro de

Combinação e contração da preposição

As preposições a, de, em e per quando unidas a certas palavras formam um só vocábulo. Podem ser unidas por:

Combinação

A preposição não sofre alteração.

- preposição a + artigos definidos o, os:

Exemplo:

Chegamos ao entardecer.
Os pilotos responderam aos repórteres.

- preposição a + advérbio onde:

Exemplo:
Vou aonde você quiser.


CONTRAÇÃO

Quando a preposição sofre alteração.

DE + ARTIGOS

De + o(s) – do(s)
De + a(s) – da(s)
De + um – dum
De + uns – duns
De + uma – duma
De + umas – dumas

DE + PRONOME PESSOAL

De + ele(s) – dele(s)
De + ela(s) – dela(s)

DE + PRONOMES DEMONSTRATIVOS

De + este(s) – deste(s)
De + esta(s) – desta(s)
De + esse(s) – desse(s)
De + essa(s) – dessa(s)
De + aquele(s) – daquele(s)
De + aquela(s) – daquela(s)
De + isto – disto
De + isso – disso
De + aquilo – daquilo

DE + ADVÉRBIO

De + aqui – daqui
De + aí – daí
De + ali – dali

EM + ARTIGOS

Em + o(s) – no(s)
Em + a(s) – na(s)
Em + um – num
Em + uma – numa
Em + uns – nuns
Em + umas – numas

A + ARTIGO FEMININO

A + à(s) – à(s)

PER + ARTIGOS

Per + o – pelo(s)
Per + a – pela(s)

DE + PRONOME INDEFINIDO

De + outro – doutro(s)
De + outra – doutra(s)

EM + PRONOME DEMONSTRATIVO

Em + este(s) – neste(s)
Em + esta(s) – nesta(s)
Em + esse(s) – nesse(s)
Em + aquele(s) – naquele(s)
Em + aquela(s) – naquela(s)
Em + isto – nisto
Em + isso – nisso
Em + aquilo – naquilo

A + PRONOME DEMONSTRATIVO

A + aquele(s) – àquele(s)
A + aquela(s) – àquela(s)
A + aquilo – àquilo

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Preposi%C3%A7%C3%A3o
http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/preposicao001.asp

Transitividade Verbal

Transitividade verbal - Complemento verbal
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/gramatica/transitividade-verbal.htm
O verbo, quanto à predicação, pode ser classificado em:

=> Transitivo: É o verbo considerado de sentido incompleto, que exige complemento que lhe integre o sentido. O verbo transitivo classifica-se em: transitivo direto/ transitivo indireto/ transitivo direto e indireto.

• Transitivo direto: é aquele que vem acompanhado de um objeto sem preposição.
O exemplo traz um verbo transitivo direto, pois o verbo comprar exige complemento para inteirar seu sentido. Quando se compra, compra-se obrigatoriamente algo.

O complemento do verbo é chamado de ‘objeto’, quando esse objeto é ligado ao verbo sem intervenção de uma preposição é chamado de ‘objeto direto’, assim o verbo torna-se ‘verbo transitivo direto’.

• Transitivo indireto: esse vem acompanhado de um objeto com preposição.
Ex: Os filhos precisam dos pais.
transitivo indireto objeto indireto (preposição obrigatória)

O exemplo traz um verbo que requer complemento para integrar seu sentido, pois quem ‘precisa’, precisa, necessariamente, de alguém ou algo. Esse complemento ligado ao verbo com a intervenção de uma preposição é chamado de ‘objeto indireto’.

• Transitivo direto e indireto: aquele que vem acompanhado de um objeto sem preposição (objeto direto) e de um objeto com preposição (objeto indireto).

Ex: O jornal dedicou uma página ao episódio.
verbo transitivo objeto direto objeto indireto
direto e indireto

=> Intransitivo:: É o verbo considerado de sentido completo, que não exige complemento que lhe integre o sentido.

Ex: A criança dorme.

=> Verbo de ligação: É aquele que serve para estabelecer certo tipo de relação entre um atributo do sujeito e o sujeito, sempre com significado de estado ou mudança de estado.

Ex: O bebê é calmo.
sujeito verbo de ligação atributo do sujeito
estado permanente

O bebê está calmo.
sujeito verbo de ligação atributo do sujeito
estado transitório

O bebê ficou calmo.
sujeito verbo de ligação atributo do sujeito
mudança de estado

AÇÃO/FENÔMENO DA NATUREZA OU ESTADO?

ESTADO ============== VERBO DE LIGAÇÃO
AÇÃO/FENÔMENO DA NATUREZA ================ TRANSITIVO OU INTRANSITIVO
INTRANSITIVO ========== NÃO TEM NADA OU ADVÉRBIO
TRANSITIVO========= O QUÊ? (VTD) ======== DE QUÊ?(VTI) ======= O QUÊ? PARA QUEM? (VTDI)
VERBO TRANSITIVO DIRETO (VTD) ====OBJETO DIRETO
VERBO TRANSITIVO INDIRETO (VTI) ====== OBJETO INDIRETO

ATIVIDADES PARA EJA

1ª QUESTÃO:
Leia o trecho abaixo retirado da crônica de Stanislaw Ponte Preta “ A velha contrabandista” e responda as questões abaixo:

A velhinha contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega a mandouela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco? […]
- É areia! […]

a) Quem são as personagens do texto? ____________________________________________________________________
b) Onde se passa a história? _____________________________________________________________________________
c) Leia a 1ª frase do texto e destaque um artigo e um substantivo. artigo __________substantivo ______________________
d) Destaque o pronome da frase “ Todo dia ela passava na fronteira.[…]” . _________________________________________

2ª QUESTÃO:
Leia o texto abaixo e responda às questões 1 a 5
O cão e o lobo
Um cão passeava pela floresta quando topou com um lobo magro. Aos poucos os dois fizeram amizade.
- Puxa, cachorro! Como você está gordo e bem-tratado ...
- É que eu tenho um dono. Meu dono me dá três boas refeições por dia, escova meu pêlo, me dá uma casa de madeira... Em troca disso, pede que eu lhe guarde a casa dos assaltantes e lhe faça uns agrados de vez em quando.
- Só isso? Mas deve ser maravilhoso ter um dono - concluiu o lobo.
O cão então convenceu o lobo a acompanhá-lo, certo de que seu dono gostaria de ter mais um animal de estimação.
Os dois andaram por um certo tempo, até que o lobo percebeu uma coleira no cachorro.
- O que é isso? - perguntou o lobo.
- Ah, isto é uma coleira. Às vezes, meu dono se irrita e me prende numa corrente. Mas é por pouco tempo, logo eu estou solto de novo.
O lobo parou, pensou um pouco... e voltou atrás. De longe, ainda falou para o cachorro:
- Não, cachorro. Não sirvo para essa vida. Eu sei que mais vale a liberdade com fome do que o luxo na prisão.
Fábula recontada por Marcia Kupstas.
1. Quem são os personagens do texto? ____________________________________________________________________
2. Nessa história, qual é a diferença física entre o cão e o lobo? __________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
3. Onde acontece a história? _______________________________________________________________________________
3ª QUESTÃO:
Escreva a classe gramatical das palavras destacadas no texto abaixo. Leia o texto com atenção!

Um _____________________________ cão ___________________________________ passeava ________________________
Dois ____________________________ gordo ________________________________ meu ____________________________
4ª QUESTÃO:










O passageiro vai iniciar a viagem
(A) à noite.
(B) à tarde.
(C) de madrugada.
(D) pela manhã.

5ª QUESTÃO:

A raposa e as uvas

Num dia quente de verão, a raposa passeava por um pomar. Com sede e calor, sua atenção foi capturada por um cacho de uvas.
“Que delícia”, pensou a raposa, “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. E, de um salto, a raposa tentou, sem sucesso, alcançar as uvas.
Exausta e frustrada, a raposa afastou-se da videira, dizendo: “Aposto que estas uvas estão verdes.”
Esta fábula ensina que algumas pessoas quando não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias.
(http://www1.uol.com.br/crianca/fabulas/noflash/raposa. htm)
A frase que expressa uma opinião é:
(A) "a raposa passeava por um pomar." (l. 1)
(B) “sua atenção foi capturada por um cacho de uvas." (l. 2)
(C) "a raposa afastou-se da videira" (l. 5)
(D) "Aposto que estas uvas estão verdes" (l. 5-6)

6ª QUESTÃO:
O motivo por que a raposa não conseguiu apanhar as uvas foi que
(A) as uvas ainda estavam verdes.
(B) a parreira era muito alta.
(C) a raposa não quis subir na parreira.
(D) as uvas eram poucas.

7ª QUESTÃO:
“A raposa passeava por um pomar.” As palavras sublinhadas: raposa – passeava – um, temos (na ordem):

(A) Substantivo – adjetivo – artigo
(B) Substantivo– verbo – pronome
(C) Verbo – pronome – substantivo
(D) Substantivo – pronome – artigo

8ª QUESTÃO:


Jim Meddick. “Robô”. In folha de São Paulo, 27/04/1993.
No 3º quadrinho, a expressão do personagem e sua fala "AHHH!" indica que ele ficou
(A) acanhado.
(B) aterrorizado.
(C) decepcionado.
(D) estressado.

9ª QUESTÃO:
Qual é a classe gramatical da palavra “este” no 1º quadrinho?
(A) Artigo
(B) Verbo
(C) Pronome
(D) Adjetivo

Vozes Verbais

VOZES VERBAIS

- Voz ativa: quando o sujeito é o agente (ou o executor da ação verbal).

O aluno comprou um livro.

- Voz passiva: quanto o sujeito é o paciente (ou o que sofre a ação verbal).

Pedro foi ferido pelo animal.

Observação: Ocorrem dois tipos de voz passiva no Português:
a) Voz passiva sintética: formada por um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na terceira pessoa (singular ou plural) mais o pronome se (apassivador).

Vendeu-se o carro.

b) Voz passiva analítica: formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).

O carro foi vendido.

- Voz reflexiva: quando o sujeito é o agente e o paciente (sozinho)

A criança feriu-se.

- Voz recíproca: quando o sujeito é o agente e o paciente (juntos)

Os jogadores abraçaram-se.

MEMORIZANDO AS VOZES VERBAIS

1. Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito é agente, ou paciente, ou agente e paciente da ação verbal.

2. Para isso, é preciso descobrir primeiramente quem é o sujeito.

3. Quando o sujeito faz (pratica) a ação é um sujeito agente e a voz verbal será ativa.

4. Quando o sujeito recebe (sofre) a ação é um sujeito paciente e a voz verbal será passiva.

5. A voz passiva pode ser: analítica e sintética.

6. A voz passiva analítica é formada por sujeito paciente + locução verbal (dois verbos), ou seja: verbo auxiliar ser ou estar + verbo principal e agente da passiva.

7. Agente da passiva é quem faz a ação na voz passiva,
Só existe na voz passiva analítica. Geralmente vem acompanhada por: por, pelo ou de.

8. A voz passiva sintética é formada por um verbo transitivo direto, aquele que pode perguntar ( “O quê?) + se (partícula apassivadora). Também é sujeito paciente.

9. Quando o sujeito pratica a ação sobre si mesmo, ou seja, o sujeito faz e recebe, sozinho, será sujeito agente e paciente e a voz será reflexiva.

10. Quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro será voz recíproca. Os dois elementos fazem e recebem juntos a ação ao mesmo tempo.

11. Para passar da voz passiva para a voz ativa:

• O agente da passiva vira sujeito e o sujeito vira objeto direto (complemento do verbo)
• Ex.: O livro foi comprado pelo aluno.

O aluno comprou o livro.

12. Para passar da voz ativa para a voz passiva:

• O objeto direto vira sujeito e o sujeito vira o agente da passiva.
• Ex.: A garota encontrou o CD.

O CD foi encontrado por mim.

13. Atenção : Na mudança de vozes verbais, observar o tempo do verbo principal (VTD)


Exemplos
Voz ativa
A torcida aplaudiu os jogadores.
• Sujeito = a torcida.
• Verbo transitivo direto = aplaudiu.
• Objeto direto = os jogadores.

Voz passiva analítica
Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.
• Sujeito = os jogadores.
• Locução verbal passiva = foram aplaudidos.
• Agente da passiva = pela torcida.

Voz Passiva Sintética
. Aplaudiram-se os jogadores.
• Sujeito = os jogadores
• Verbo transitivo direto = aplaudiram
• Partícula apassivadora = se

Voz reflexiva
A criança machucou-se
• Sujeito = a criança
• Pronome ou partícula reflexiva = se

Voz recíproca
Os jovens agrediram-se durante a festa.
• Sujeito = os jovens

SUJEITO

Queridos alunos dos 8ºs. anos (CVD e CNSA), podem estudar sobre SUJEITO. Em breve falaremos sobre o assunto.

Um abraço.


SUJEITO

“A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.

Sujeito – A cegueira
Núcleo do sujeito - cegueira

Sujeito é o termo sobre o qual se emite uma declaração.

Núcleo do sujeito é a parte principal do sujeito.

O núcleo do sujeito pode ser representado por:

Substantivo – A Lua, à noite, toma o lugar do Sol.
Palavra substantivada – Os bons não têm motivo para temer o juízo final.
Pronome substantivo – Ninguém o aceitava como colega de equipe pela sua fama.
Numeral – Oito é um bom número de convidados para o jantar.
 Oração subordinada – Parece que ela partiu cedo para a fazenda da família.

CLASSIFICAÇÃO (TIPOS) DO SUJEITO

SUJEITO SIMPLES - possui apenas um núcleo e este vem exposto.
“ As manobras militares em Minas Gerais naquele ano marcaram época.” (Fernando Sabino)

SUJEITO COMPOSTO – possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
“ Seus contos e romances caracterizam, entre outros traços, o experimentalismo de feição lúdica.” (Domício Proença Filho)

SUJEITO OCULTO (DESINENCIAL) – também chamado de sujeito elíptico, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
” Serei forçado a abandonar-vos..” (Voltaire)

SUJEITO INDETERMINADO - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal (quem pratica a ação).
“Durante umas duas horas ficaram repetindo o teste.” (Roberto Freire)
Verbo na terceira pessoa do plural.

Outro caso de sujeito indeterminado: verbo na terceira pessoa do singular + se ( índice de indeterminação do sujeito):

1. verbo intransitivo – Andava-se pelas colinas sem nenhuma preocupação.

2. verbo transitivo indireto – Trata-se de uma pessoa sem caráter.

3. verbo de ligação – Nas cidades grandes, sempre se fica preocupado quando o filho sai à noite.

ORAÇÃO SEM SUJEITO ou SUJEITO INEXISTENTE - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal.

Casos em que ocorre oração sem sujeito:

1.Verbos indicando Fenômeno da Natureza. Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2.Verbo haver no sentido de existir ou ocorrer. Houve um grave acidente na avenida principal.
3.Verbo fazer indicando tempo ou clima. Faz meses que não a vejo. Faz sempre frio nessa região do estado.

Observação: tais verbos usados em sentido figurado possuem sujeito.

“ Choviam sobre a cidadela os projéteis da artilharia francesa.” (Eduardo Prado)

Observações:
•Verbo ser, apesar de impessoal, concorda no plural quando o predicativo for numeral na forma pluralícia.
Eram quatro horas da tarde, quando ela regressou.
•Se os verbos impessoais estiveram acompanhados por verbo auxiliar, transmitem sua impessoalidade a esses.
Pode fazer dois anos que ela não o vê.

Observação:
“ A palavra medo ficara na memória de Adriano ainda nos seus oito anos ...” (Antonio Olimto)
Sujeito anteposto - ordem direta


“ No muro de tijolos vermelhos passeavam lagartixas,” ( Graciliano Ramos)
Sujeito posposto - ordem inversa

Sujeito, é um termo essencial da frase e pode se comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente ou paciente.

O aluno comprou um livro. (sujeito agente)
O livro foi comprado pelo aluno. (sujeito paciente)

Análise Sintática II

Olá, galera do Amparo!

Apoveite o resumo de análise sintática. Comece a estudar já!
Sucesso!!!!

Síntese se Termos da Oração
Temos essenciais
Sujeito
É o termo da oração do qual se declara alguma coisa.
Exemplo: No céu, um sol claro anuncia o verão.
Características do Sujeito:
I. Pode ser identificado através da pergunta "quem é que"... (ou "que é que"...), feita antes do verbo da oração
Que(m) é que + verbo? __ Resposta=sujeito
II. É substituível por ele(s), ela(s)
III. O verbo concorda com o sujeito.
Classificação do sujeito:
I. Simples: tem um único núcleo.
Exemplo: O velho navio aproximava-se do cais.

II. Composto: tem dois ou mais núcleos
Exemplo: As ruas e as praças estão vazias.

III. Oculto, elíptico ou desinencial: o sujeito pode ser identificado pela desinência do verbo ou pelo contexto em que aparece.
Exemplo: Voltarás para casa (sujeito: tu)

IV. Indeterminado: Quando não é possível determinar o sujeito. Com verbos na 3ª pessoa do plural sem referência a elemento anterior.
Exemplo: Atualmente, espalham muitos boatos.
Com verbo na 3ª pessoa do singular + se (em orações que não admitem a voz passiva analítica)
Exemplo: Precisou-se de novos professores.
Orações sem sujeito:
I. Verbo haver significando existir, acontecer e indicando tempo passado.
Exemplos:
Aqui já houve grandes festas.
Amanhã faz dez anos que ele partiu.
II. Verbo ser indicando tempo, horas, datas e distâncias.
Exemplo: Agora são cinco e doze da tarde.
III. Verbos indicativos de fenômenos da natureza.
Exemplo: Ontem à tarde, ventou muito aqui.
Predicativo
É tudo que se diz do sujeito. (Retirando o sujeito, o que fica na oração é o Predicado.)
Predicado verbal:
Apresenta verbos sem ligação.
Apresenta predicativo (só do sujeito).
O núcleo é predicativo.
Exemplo: Eles estavam furiosos.
Predicado verbo-nominal:
Apresenta verbo significativo
Apresenta predicativo (do sujeito ou de objeto)
Dois núcleos: o verbo e o predicativo.
Exemplos:
Eles invadiram furiosos a loja.
Todos consideram ruim o filme.
Verbo significativo
Expressa uma ação, ou um acontecimento.
Exemplo:
"O sol nasce pra todos, todo dia de manhã..." (Humbeto Gessinger)
"Enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém.." (Renato Russo)
Temos relacionados ao verbo
I. Objeto direto:
a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal.
b) Completa o sentido do verbo transitivo direto
c) Pode ser trocado por o, as, os, as.
d) A oração admite voz passiva.
Exemplo: Muitas pessoas viram o acidente
II. Objeto indireto:
a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal.
b) Completa o sentido do verbo transitivo direto.
c) Apresenta-se sempre com preposição
d) A oração não admite voz passiva.
Exemplo: Todos discordam de você.
III. Agente da passiva:
a) Pratica a ação verbal na voz passiva.
b) Corresponde ao sujeito da voz ativa.
c) Iniciado por preposição: por, pelo ou de.
Exemplo: O deputado foi vaiado pelos sem terra.
IV. Adjunto adverbial:
a) Acrescenta ao verbo circunstâncias de tempo, lugar, modo, dúvida, causa, intensidade.
Termos Relacionados a nomes
I. Adjunto adnominal:
a) Determina, qualifica ou caracteriza o nome a que se refere.
b) Pode se referir a qualquer termo da oração (sujeito, objeto, etc.)
Exemplo: As três árvores pequenas secaram.
II. Predicativo:
a) Exprime uma característica/qualidade atribuída ao sujeito ou ao objeto.
b) Liga-se ao sujeito ou ao objeto através de verbo de ligação (claro ou subtendido)
Exemplo:
Toda a cidade estava silenciosa.
Elegeram José representante de turma.
III. Complemento nominal:
a) Completa o sentido de nomes (substantivos abstratos, advérbios) de sentido incompleto.
b) Sempre com repetição.
Exemplo: Ninguém ficou preocupado com ele.
IV. Aposto:
a) Detalha, caracteriza melhor, explica ou resume o nome a que se refere.
Exemplo: O Flamengo, time carioca, ganhou ontem.
V. Vocativo:
a) Usado para "chamar" o ser com quem se fala.
b) Na escrita, vem sempre isolado por vírgula(s)
Exemplo: Era a primeira vez, meu amigo, que eu a encontrava.
Principais diferenças entre complemento nominal e adjunto adnominal
O complemento nominal é sempre iniciado por uma preposição e o adjunto adnominal às vezes inicia-se por preposição. Por esse motivo, se houver dúvida, você pode usar os seguintes critérios diferenciadores:
Adjunto adnominal Complemento nominal
I. Só se refere a substantivos (concretos e abstratos).
II. Quando o nome se refere, exprime uma ação; a adjunto adnominal é o agente dessa ação.
III. Pode em certas frases indicar posse. I. Pode se referir a substantivos abstratos, adjetivos e a advérbio.
II. Quando o nome a que se refere exprime uma ação, o complemento nominal é o paciente (alvo) dessa ação.
III. Nunca indica posse.
Exemplos:
I. Ele comprou alguns livros de literatura
O termo destacado (de literatura) refere-se ao nome livros, que é um substantivo concreto. Observando o primeiro critério do quadro, conclui-se que de literatura só pode ser adjunto adnominal, uma vez que o complemento nominal só se refere a substantivos abstratos, nunca a concreto.
II. Seu amigo está descontente com nossa atitude.
Observe que com nossa atitude refere-se a descontente, que é um adjetivo. Portanto, o tempo com nossa amizade só pode ser complemento nominal, uma vez que o adjunto adnominal nunca se refere a adjetivo.
III. A ofensa do torcedor irritou o juiz.
Nesse exemplo, a ofensa, é uma ação e o torcedor é o agente da ação. Portanto pelo segundo critério do quadro, do torcedor é adjunto adnominal. Você poderia chegar a essa conclusão usando também o terceiro critério do quadro (do torcedor exprime posse).

Fonte: www.algosobre.com.br
Acesso em 6/11/09

Orações Subordinadas Substantivas

Queridos alunos, aproveitem para começar a estudar!

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS


As orações subordinadas substantivas exercem função sintática própria do substantivo. São geralmente introduzidas por conjunções integrantes, como que e se.

Ex: Interessa-me que você compareça.
oração principal oração subordinada substantiva


Classificação das orações subordinadas substantivas

As orações subordinadas substantivas podem funcionar como:

- subjetiva: funciona como sujeito do verbo da oração principal. O verbo da oração principal se apresenta sempre na terceira pessoa do singular e nessa não há sujeito, o sujeito é a oração subordinada.
Ex: É necessário que se estabeleça regras nesta empresa.

- objetiva direta: exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Está sempre ligada a um verbo da oração principal, sem auxílio de preposição, indicando o alvo sobre o qual recai a ação desse verbo.
Ex: Quero saber como você chegou aqui.

- objetiva indireta: funciona como objeto indireto do verbo da oração principal. Está sempre ligada a um verbo da oração principal, com auxílio de preposição, indicando o alvo do processo verbal.
Ex: Mariana lembrou-se de que Manoel chegaria mais tarde.

- completiva nominal: funciona como complemento nominal de um nome da oração principal. Está sempre ligada a um nome da oração principal através de preposição.
Ex: Tenho certeza de que não há esperanças.

- predicativa: funciona como predicado do sujeito da oração principal. Está sempre ligada ao sujeito da oração principal através de verbo de ligação.
Ex: Minha vontade é que encontres o teu caminho.

- apositiva: funciona como aposto de um nome da oração principal. Está sempre ligada a um nome da oração principal, sem o uso de preposição e sem mediação de verbo de ligação.
Ex: Faço apenas um pedido: que você nunca abandone os seus princípios.

Predicado e Predicativo

Olá, galera da aprendizagem Acelerada do CVD. Pode começar a estudar o assunto da próxima prova: predicado e predicativo. Aproveitem o final de semana!

Predicado
Predicado é tudo o se declara acerca do sujeito, ou seja, é tudo que há na frase que não é o sujeito.

Os predicados contêm necessariamente um verbo, mas seu núcleo pode ser um verbo, um nome, ou pode ser formado por um verbo e um nome. De acordo com o tipo de núcleo os predicados se classificam em:

Predicado nominal: é aquele que tem como núcleo um nome (substantivo, adjetivo, locução adjetiva). Tipo de predicado em que aparece um verbo de ligação e predicativo do sujeito.
Ex: Ela anda feliz
sujeito v. de ligação pred. do sujeito
predicado nominal
Predicado verbal: é aquele que tem como núcleo um verbo de ação.

Ex: Os jogadores andam pelo gramado.
sujeito núcleo do predicado
predicado verbal
Predicado verbo-nominal: é aquele que tem dois núcleos: um verbo e um nome. Aparece um verbo de ação seguido de uma característica.

Ex: Os jogadores andam pelo gramado cansados.
sujeito núcleo verbal núcleo nominal
predicado verbo-nominal

PREDICATIVO
O predicativo atribui qualidade ou estado ao sujeito ou ao objeto. Por isso, há dois tipos de predicativo:

Predicativo do sujeito: indica qualidade ou estado do sujeito por intermédio de um verbo, que pode ser de ligação, transitivo ou intransitivo:

Ex: Mônica está triste.
sujeito v. de ligação atributo do suj.

• Predicativo do objeto: indica qualidade ou estado do objeto por intermédio de um verbo transitivo:

Ex: Eles julgaram o criminoso culpado.
sujeito v. trans. direto obj. direto predicativo do objeto

Disponível em: http://www.mundoeducacao.com.br/gramatica/tipos-predicado.htm
Acesso em: 23/10/09

Transitividade Verbal e Complemento Verbal

Olá, alunos do CVD!

Postei a matéria para aprendizagem acelerada: transitividade verbal e complemento verbal. Aproveitem e comecem a estudar!

Quadro-resumo - 1

Transitividade Verbal:
  • Verbo de ação – apresenta uma informação – significativo – importante = verbo intransitivo e verbo transitivo.
  • Verbo intransitivo = não precisa de complemento. Às vezes, vem acompanhado de um adjunto adverbial (circunstância de tempo, modo, lugar etc.)
  • Verbo transitivo = precisa de complemento com ou sem preposição. Daí temos:
Verbo transitivo direto = precisa de complemento sem preposição.
Verbo transitivo indireto = precisa de complemento com preposição.
Verbo transitivo direto e indireto = precisa de dois complementos – um com preposição e outro sem preposição.


Quadro-resumo - 2
Verbo de estado – somente liga o nome a sua característica – não apresenta informação, apenas descrição (como é ou como está) = verbo de ligação.


Complemento Verbal = completa o sentido do verbo transitivo. São chamados de objetos. Por isso, não há objeto com de ligação. São eles:

Objeto direto = vem depois do verbo transitivo direto.
Objeto indireto = vem depois do verbo transitivo indireto.

Obs.: Quando temos verbo transitivo direto e indireto, haverá dois complementos: um direto e outro indireto. (o quê? Para quem?)


Quadro-resumo – 3

Preposições
• a
• ante
• após
• até
• com
• contra
• de
• desde
• em
• entre
• para
• por
• perante
• segundo
• sem
• sob
• sobre
• trás

Contrações
do (de + o); neste (em + este); à (a + a).

Combinações.
aonde (a + onde); ao (a + o) .

Sinais de Pontuação


Pontos de Vista

Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.

Conto de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Will.
Revista Nova Escola - Edição Nº 165 - Setembro de 2003