2012


Que em 2012, vocês amigos, professores e alunos, possam sonhar muito, possam construir coisas novas, possam amar e ter quem os ame em retorno. Sejam felizes neste ano que se inicia.

Bom retorno aos estudos e trabalho.
Um abraço!


Advérbio

Postei um resumo de advérbio e locução adverbial. Este material vai ajudar os alunos a se prepararem para concursos.

ADVÉRBIO E LOCUÇÃO ADVERBIAL

• Advérbio
É palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo ou do próprio advérbio.
Observe as frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.

Nessas três orações, muito é advérbio de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma verbal respeitam. No segundo, intensifica o adjetivo interessante. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal.

Veja o exemplo abaixo:
Amanhã voltarei de bicicleta naquela praça.

Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias: amanhã indica tempo; de bicicleta indica meio; naquela praça indica lugar.


• Locução Adverbial
È toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio.
Ex. As notícias chegaram cedo. Advérbio
As notícias chegaram de manhã. Locução adverbial

Veja alguns exemplos de locuções adverbiais: à direita, à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de súbito, de propósito, de repente, às vezes, à noite, à tarde, etc.

• Classificação do Advérbio
Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:

Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.

Obs.: ainda há outros advérbios fora da NGB.

Assunto - Falávamos sobre futebol.
Companhia - Fui ao cinema com sua prima. Com quem você saiu?
Fim, finalidade - Ela vive para o amor. Daniel estudou para o exame. Viajei a negócio.
Instrumento - Rodrigo fez o corte com a faca. O artista criava seus desenhos a lápis.
Meio - Fui de avião. Viajei de trem.

• Advérbios interrogativos
São aqueles empregados em frases interrogativas diretas e indiretas. Esses advérbios também expressam circunstâncias, que podem ser:

Lugar - onde, aonde, de onde. Onde você está?
Tempo - quando. Quando ele voltará?
Modo - como. Como você chegou até lá?
Causa - por que. Por que estás triste?


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ATIVIDADE


I. Copie no caderno todos os advérbios e locuções nas frases abaixo e classifique-os:

1. Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
2. Entreguei-me calorosamente àquela causa.
3. Eles se respeitam muito.
4. O balão caiu longe.
5. O balão caiu no mar.
6. Sim, realmente irei partir.
7. Ele irá com certeza.
8. Falávamos sobre futebol. (ou de futebol, ou a respeito de futebol).
9. Fui ao cinema com sua prima.
10. Com quem você saiu?
11. Sempre contigo irei estar.
12. Talvez seja melhor irmos mais tarde.
13. Porventura, encontrariam a solução da crise?
14. Quiçá acertemos desta vez.
15. Ela vive para o amor.
16. Daniel estudou para o exame.
17. Trabalho para o meu sustento.
18. Sempre aparecia por lá.
19. Havia reuniões todos os dias.
20. Rodrigo fez o corte com a faca.
21. O artista criava seus desenhos a lápis.
22. A atleta corria bastante.
23. O remédio é muito caro.
24. Nasci em Porto Alegre.
25. Estou em casa.
26. Vive nas montanhas.
27. Viajou para o litoral.
28. Fui de avião.
29. Viajei de trem.
30. Como você se chama?
31. Moro em Vila Velha.
32. Cheguei cedo.
33. Trabalhou bem.
34. Feriu a bala.
35. Trabalhou bastante.

SUJEITO

Olá, queridos alunos! Podem começar a preparação para as primeiras aulas do ano. Vem aí ...

SUJEITO
“A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
Sujeito – A cegueira
Núcleo do sujeito - cegueira

Sujeito é o termo sobre o qual se emite uma declaração.

Núcleo do sujeito é a parte principal do sujeito.

CLASSIFICAÇÃO (TIPOS) DO SUJEITO

SUJEITO SIMPLES - possui apenas um núcleo e este vem exposto.
“ As manobras militares em Minas Gerais naquele ano marcaram época.” (Fernando Sabino)

SUJEITO COMPOSTO – possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
“ Seus contos e romances caracterizam, entre outros traços, o experimentalismo de feição lúdica.” (Domício Proença Filho)

SUJEITO OCULTO (DESINENCIAL) – também chamado de sujeito elíptico, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
” Serei forçado a abandonar-vos..” (Voltaire)

SUJEITO INDETERMINADO - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal (quem pratica a ação).
“Durante umas duas horas ficaram repetindo o teste.” (Roberto Freire)
Verbo na terceira pessoa do plural.

ORAÇÃO SEM SUJEITO ou SUJEITO INEXISTENTE - Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal.

Casos em que ocorre oração sem sujeito:
1. Verbos indicando Fenômeno da Natureza. Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2. Verbo haver no sentido de existir ou ocorrer. Houve um grave acidente na avenida principal.
3. Verbo fazer indicando tempo ou clima. Faz meses que não a vejo. Faz sempre frio nessa região do estado.

Observação: tais verbos usados em sentido figurado possuem sujeito.
“ Choviam sobre a cidadela os projéteis da artilharia francesa.” (Eduardo Prado)

Morfologia - Classes gramaticais variáveis

MORFOLOGIA – CLASSES GRAMATICAIS VARIÁVEIS

1. Substantivo – palavra que dá nome aos seres.
Ex.: criança, língua, tribo, Brasil. (nome)

2. Adjetivo – palavra que caracteriza os seres e as coisas.
Ex.: longa, humanitário. (caracterizador do nome)

3. Verbo – palavra que indica fato ou estado.
Ex.: aprnder, mandar, permanecer, estar. (ação ou estado da ação)

4. Pronome – palavra que representa ou acompanha o substantivo, considerando-o apenas como pessoa do discurso. (determinante do nome).
Ex.: Os órfãos tinham um papel fundamental. Eram eles que aprendiam a língua indígena. O pronome eles (3ª. pessoa do plural) representa o substantivo órfãos na segunda oração. (pronome substantivo)
Ex.: … arrancados de sua tribo…
O pronome sua (3ª. pessoa do plural) acompanha o substantivo tribo, indicando posse desse substantivo por uma 3ª. pessoa (eles). (pronome adjetivo)

5. Numeral – palavra que indica quantidade ou ordem.
Ex.: Em 1553, Dom João II, rei de Portugal… (determinante do nome)

6. Artigo – palavra que acompanha o substantivo, determinando ou indeterminando-o.
Ex.: Os órfãos aprendiam a língua indígena. Os órfãos aprendiam uma língua indígena. (determinante do nome)

Volta às aulas!!!!

“Sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos o tempo todo.”
(Robert Collier)


Fazer o melhor significa esforçar-se e, assim deixar marca de alegria e de otimismo e, principalmente, de sucesso.

Para que tenhamos muito sucesso em 2011, precisamos do esforço desde o início do ano letivo.

Um grande abraço aos colegas de trabalho e meus queridos alunos.

Orações

Revisão para a Prova Geral

O período pode ser simples ou composto. Simples, quando houver apenas uma oração. Neste caso, temos oração absoluta. Composto, quando existir mais de uma oração.

Quando o período é composto, temos: período composto por subordinação e período composto por coordenação. A subordinação é caracterizada por existir dependência sintática entre as orações; a coordenação não apresenta dependência sintática.

Assim temos: orações coordenadas e orações subordinadas

ORAÇÕES COORDENADAS são orações independentes quanto à estrutura sintática, ou seja, as orações não desempenham funções sintáticas ao se relacionarem com as demais orações do período.

Classificam-se em assindéticas e sindéticas. As assindéticas não apresentam conjunção; as sindéticas apresentam conjunção.

As principais conjunções coordenadas são:
a) Aditivas (sentido: adição): e, nem, mas também, mas ainda
b) Adversativas (sentido: oposição): mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto
c) Alternativas (sentido: opção): ou, ora... ora, ou... ou, já... já, quer... quer
d) Explicativas (sentido de explicação/ justificativa): pois ( quando anteposta ao verbo ), porque, que
e) Conclusivas (sentido de conclusão/ resultado): pois ( quando posposta ao verbo ), logo, portanto, então

Classificação da oração coordenada sindética:

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: - Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: - Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: - Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: - Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.

A oração que não tem conjunção é classificada como oração coordenada assindética.
Ele trabalhou durante todo o mês, mas não recebeu seu salário.

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ORAÇÕES SUBORDINADAS são classificadas em:

- Substantivas => aparece com o que ou se – conjunção integrante =
que => troca por isso. São elas:

• Oração subordinada substantiva predicativa – (aparece com dois pontos, sentido de aposto) Só desejo uma coisa: que seja feliz.

• Oração subordinada substantiva objetiva indireta – (de quê ao verbo) Preciso de que me ajude.

• Oração subordinada substantiva completiva nominal – (de que ao nome) Tenho necessidade de que me ajude.

• Oração subordinada substantiva predicativa – (O quê?- verbo de ligação) Meu desejo é que seja feliz.

• Oração subordinada substantiva objetiva direta – ( O quê? Com sujeito na oração principal) Eu quero que você venha logo.

• Oração subordinada substantiva subjetiva – (O quê? Sem sujeito na oração principal) É necessário que você venha.



- Adjetivas - aparece com pronome relativo: que, qual, quanto, onde, cujo. O “que” é pronome relativo quando pode trocar por “ o qual” . São elas:

• Oração subordinada adjetiva restritiva = sem vírgula.
• Oração subordinada adjetiva explicativa = com vírgula


- Adverbiais - aparece com conjunção subordinativa adverbial (sentido de advérbio. [ causal, temporal, final, proporcional, concessiva, comparativa, condicional, consecutiva e conformativa.

Relação de sentido:




As orações subordinadas adverbiais são:

• Oração subordinada adverbial condicional. Os novos candidatos seriam admitidos se tivessem encaminhado, em tempo hábil, os documentos exigidos para a inscrição.
• Oração subordinada adverbial conformativa. O novo carro passou por todos os testes, em vários departamentos especializados, conforme estabelecem as normas de qualidade.
• Oração subordinada adverbial concessiva. Embora seja complexa e trabalhosa a pesquisa, não desanimaremos.
• Oração subordinada adverbial causal. Como temos tempo, façamos o bem.
• Oração subordinada adverbial consecutiva. Estudou tanto que ficou cansado.
• Oração subordinada adverbial comparativa. Ele é tão alto quanto o pai.
• Oração subordinada adverbial proporcional. À proporção que lia, melhor escrevia.
• Oração subordinada adverbial temporal. Quando o professor chegou, a aula começou.
• Oração subordinada adverbial final. tantos os candidatos, que as provas foram suspensas, para que fosse encontrado outro local mais amplo.

Conjunções

CONJUNÇÕES
1. Conjunções coordenativas: ligam orações sintaticamente independentes. São classificadas de acordo com o tipo de relação que estabelecem entre duas orações. Observe:

Classificação Conjunções e locuções conjuntivas Exemplos
Aditivas e, nem, mas também, bem como, como, como também, etc.
Ele não trabalha nem estuda.
Adversativas mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, etc. Meu tio é rico, mas é muito avarento.
Alternativas ou, ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já, etc.
Preste atenção ou retire-se.
Conclusivas logo, portanto, por isso, assim, pois (depois do verbo), etc. O dia está frio, leve, pois, um bom agasalho.
Explicativas que, porque, porquanto, pois (antes do verbo), etc.
Leve este dicionário, pois o preço está ótimo.

2. Conjunções subordinativas: introduzem orações sintaticamente dependentes de um termo situado na oração principal. Essas orações podem ser substantivas ou adverbiais.
As conjunções integrantes introduzem orações subordinadas substantivas, ou seja, as que exercem função de substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.). São apenas duas, que e se:

[É necessário][que todos colaborem.]

No exemplo acima a oração introduzida pela conjunção integrante que completa o sentido da primeira, exercendo a função de sujeito. Trata-se, portanto, de uma oração subordinada substantiva.
As outras conjunções subordinativas introduzem orações subordinadas adverbiais, exprimindo várias circunstâncias adverbiais. Observe a classificação no quadro seguinte:

Classificação Conjunções e locuções conjuntivas Exemplos
Causais porque, como, já que, uma vez que, visto que, dado que, sendo que, etc. Como choveu muito, as ruas ficaram alagadas.
Consecutivas que, relacionada a uma palavra de caráter intensivo (tão, tal, tanto, etc.) Gritou tanto, que ficou sem voz.
Comparativas como, tal qual, que, mais…que, menos…que, quanto, etc. Nada pesa tanto como um segredo.
Conformativas conforme, consoante, segundo, como, assim como, etc. Farei tudo conforme determina a lei.
Concessivas embora, por mais que, mesmo que, ainda que, se bem que, etc. Por mais que insistam, não agiremos dessa maneira.
Condicionais se, caso, contanto que, a menos que, salvo se, sem que, etc. Você nada conseguirá, sem que se esforce.
Proporcionais mais, à medida que, à proporção que, etc. Quanto menos você falar, mais satisfeitos ficaremos.
Finais para que, a fim de que, que(= para que), etc. Todos faziam sinal para que o time não recuasse.
Temporais quando, enquanto, logo que, sempre que, depois que, desde que, etc. Quando alguém faz economia, prepara o seu bem estar.

Observação:
As conjunções, como as preposições, não exercem função sintática. São meros conectivos entre duas orações.