Palestra
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Professora Cecilia Vidal
on domingo, 25 de abril de 2010
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Olimpíada de Língua Portuguesa III
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Palestra
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Professora Cecilia Vidal
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Olimpíada de Língua Portuguesa II
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Crônica sem jabuticabas
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Professora Cecilia Vidal
on quinta-feira, 22 de abril de 2010
Crônica sem jabuticabas
Antonio Prata
Estava sentado no fundo do ônibus vazio. Dia ensolarado, trânsito livre, uma brisa amena e improvável lambia a cidade de São Paulo. Férias, dentro e fora de mim. Meus pensamentos iam tão soltos e distantes que já haviam rompido o fino fio que os ligava à minha cabeça: se me perguntassem por onde andavam, não saberia dizer. Foi então que surgiu diante de mim a idéia, nítida e apetitosa: jabuticaba. Há quanto tempo eu não comia uma jabuticaba?
Em poucos quarteirões, passei da distração à obsessão: tinha que comer jabuticabas. Fiquei lembrando da infância na fazenda de um amigo, tardes e tardes no pomar, a árvore cada vez mais branca e o chão cada vez mais preto com as dezenas de cascas espalhadas...
Desci do ônibus na frente de um supermercado. Entrei na enorme loja fazendo um discurso interno sobre as maravilhas da modernidade, todos aqueles itens à minha disposição, num único local: pasta de dentes, suco de caju, tampa de privada, moela de frango, pilhas alcalinas, bacias coloridas, maracujás... Morangos... Mangas... E as jabuticabas???
Pedi ajuda a um funcionário que passava por ali. Ele me olhou como se meu pedido fosse absurdo, uma excentricidade. Pegou então um radinho e, depois de um breve chiado, soltou: "ô Anderson, você sabe se a gente tem jabuticaba?". Do outro lado o tal do Anderson respondeu, depois de algum suspense: "Negativo, Jailson, negativo". Jailson olhou para mim, com certa consternação (não sei se calculada ou sincera) e repetiu, como se eu não tivesse ouvido: "Negativo, senhor".
Supermercado inútil, repleto de coisas inúteis, nenhuma delas jabuticaba. Saí. Andei alguns quarteirões, achei uma quitanda. Nada por ali também. "Você sabe se eu encontro em algum lugar por aqui? Sabe se é época? Se tem algum mês do ano, assim, que tem jabuticaba e outros que não tem?". "Olha moço, sei lá, comecei a trabalhar aqui anteontem..."
Fui para casa. Já mais movido pela birra que pelo desejo, vasculhei na internet as prateleiras de todas as redes de supermercados da cidade. Nada. Não havia, na quarta maior metrópole do mundo, na cidade mais rica da América do Sul, uma única, uma mísera jabuticaba. Se naquele exato momento eu quisesse comprar uma máquina industrial de lavar roupas, um quilo de maconha, um caminhão-pipa, sexo, pastilhas importadas para dor de garganta, três peixinhos dourado, sexo sadomasô, um DVD do Julio Iglesias cantando em Acapulco, eu poderia.Mas não queria. Queria jabuticabas.
Naquele instante, o homem ter ido à Lua. Ter clonado uma ovelha, pintado a Capela Cistina, inventado a penicilina, o avião, a pipoca de microondas e todas outras conquistas da civilização... não me valiam de nada, na monumental e incontornável ausência da jabuticaba.
(Texto e Interação. William Cereja e Thereza Cochar. 2009)
Antonio Prata
Estava sentado no fundo do ônibus vazio. Dia ensolarado, trânsito livre, uma brisa amena e improvável lambia a cidade de São Paulo. Férias, dentro e fora de mim. Meus pensamentos iam tão soltos e distantes que já haviam rompido o fino fio que os ligava à minha cabeça: se me perguntassem por onde andavam, não saberia dizer. Foi então que surgiu diante de mim a idéia, nítida e apetitosa: jabuticaba. Há quanto tempo eu não comia uma jabuticaba?
Em poucos quarteirões, passei da distração à obsessão: tinha que comer jabuticabas. Fiquei lembrando da infância na fazenda de um amigo, tardes e tardes no pomar, a árvore cada vez mais branca e o chão cada vez mais preto com as dezenas de cascas espalhadas...
Desci do ônibus na frente de um supermercado. Entrei na enorme loja fazendo um discurso interno sobre as maravilhas da modernidade, todos aqueles itens à minha disposição, num único local: pasta de dentes, suco de caju, tampa de privada, moela de frango, pilhas alcalinas, bacias coloridas, maracujás... Morangos... Mangas... E as jabuticabas???
Pedi ajuda a um funcionário que passava por ali. Ele me olhou como se meu pedido fosse absurdo, uma excentricidade. Pegou então um radinho e, depois de um breve chiado, soltou: "ô Anderson, você sabe se a gente tem jabuticaba?". Do outro lado o tal do Anderson respondeu, depois de algum suspense: "Negativo, Jailson, negativo". Jailson olhou para mim, com certa consternação (não sei se calculada ou sincera) e repetiu, como se eu não tivesse ouvido: "Negativo, senhor".
Supermercado inútil, repleto de coisas inúteis, nenhuma delas jabuticaba. Saí. Andei alguns quarteirões, achei uma quitanda. Nada por ali também. "Você sabe se eu encontro em algum lugar por aqui? Sabe se é época? Se tem algum mês do ano, assim, que tem jabuticaba e outros que não tem?". "Olha moço, sei lá, comecei a trabalhar aqui anteontem..."
Fui para casa. Já mais movido pela birra que pelo desejo, vasculhei na internet as prateleiras de todas as redes de supermercados da cidade. Nada. Não havia, na quarta maior metrópole do mundo, na cidade mais rica da América do Sul, uma única, uma mísera jabuticaba. Se naquele exato momento eu quisesse comprar uma máquina industrial de lavar roupas, um quilo de maconha, um caminhão-pipa, sexo, pastilhas importadas para dor de garganta, três peixinhos dourado, sexo sadomasô, um DVD do Julio Iglesias cantando em Acapulco, eu poderia.Mas não queria. Queria jabuticabas.
Naquele instante, o homem ter ido à Lua. Ter clonado uma ovelha, pintado a Capela Cistina, inventado a penicilina, o avião, a pipoca de microondas e todas outras conquistas da civilização... não me valiam de nada, na monumental e incontornável ausência da jabuticaba.
(Texto e Interação. William Cereja e Thereza Cochar. 2009)
Coquetel nas escolas
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on quarta-feira, 21 de abril de 2010
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Projeto coquetel
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COQUETEL NAS ESCOLAS
O que é?
O programa COQUETEL nas Escolas consiste no envio de revistas COQUETEL, de forma gratuita, para as escolas públicas e particulares de todo o Brasil, cabendo às instituições apenas o custo de postagem.
Sucesso desde a sua criação na Bienal do Livro de 2001, o programa foi aprovado pelo MEC (OFÍCIO CIRCULAR Nº 001/02/MEC/GM/ASS/CAB PROTOCOLO - Nº 304/2002) e vem sendo utilizado por mais de 16.000 instituições de ensino com a finalidade de aumentar o rendimento dos alunos em sala de aula.
Tornando as aulas mais leves e descontraídas, o programa auxilia no aprendizado levando o lúdico a alunos e professores, proporcionando conhecimento e diversão. Desse modo contribui para a educação de milhares de crianças e jovens, pois o hábito de fazer COQUETEL desenvolve a percepção visual, enriquece o vocabulário e aumenta o poder de concentração.
Para participar, a escola deverá se cadastrar e seguir todas as orientações descritas em “Como participar”.
Sua escola quer participar? Como participar?
PARA ESCOLAS JÁ CADASTRADAS:
Basta clicar em "Atualize seu pedido", caso deseje alterar algum dado, como a quantidade de revistas a receber. Se não for fazer nenhuma alteração, apenas verifique o custo de postagem, faça o depósito nos meses já escolhidos e envie o comprovante por fax, colocando o código da sua escola.
PARA ESCOLAS AINDA NÃO CADASTRADAS:
1. Preencha todo o formulário de cadastro no site, colocando o tipo, a quantidade de revistas e a periodicidade desejados;
2. Verifique na tabela (no link no final desta página) o valor da postagem referente à quantidade de revistas desejada sempre no dia em que for fazer o depósito;
3. Receba automaticamente, via e-mail, o código da sua escola no Programa. Quando passar o fax com o comprovante de depósito, coloque o nome da escola e esse código;
4. **caso não receba o código por algum motivo, faça o procedimento normalmente. Neste caso, quando passar o fax com o comprovante de depósito, coloque o nome da escola e o endereço completo.
5. Faça o depósito na conta 386565-7, agência 3370-7, Banco Bradesco.
6. Envie o comprovante pelo fax 0(xx)21 2290-7185, colocando o nome e o código da escola (ou endereço, caso não receba o código).
A escola receberá as revistas em 20 dias úteis, somados ao prazo de envio dos Correios (10 dias).
Obs: As revistas continuam sendo gratuitas, porém há os custos de envio. Os envios serão feitos por ENCOMENDA NORMAL.
Observações:
Cada remessa só será enviada após o seu respectivo pagamento.
As revistas estarão disponíveis em pacotes fechados de 100, 200, 300, 400, 500 unidades. No caso de um pedido de 1.300 revistas, por exemplo, serão somados 2 pacotes de 500 mais 1 pacote de 300 unidades.
As revistas destinadas ao programa são:
Pré - Revista Brincando e Aprendendo (a partir de 3 anos)
• Da 1ª à 4ª série - Revista Picolé
• Da 5ª à 8ª série - Revista Fácil
Além destas, estão disponíveis também:
• Crosswords (em inglês)
• Sudoku
• Desafios de Lógica
Para qualquer informação adicional escreva para: coquetel_escolas@ediouro.com.br
PROGRAMA COQUETEL NAS ESCOLAS 2009
Tabelas de custos de envio por quantidade de revistas ( com fonte na tabelas dos Correios )
• Tabelas sempre sujeitas a alteraçao, de acordo com reajuste por parte dos Correios.*
• Atualizada em 7 de julho 2009
Quantidade Peso(Kg) De capital-capital De capital-interior Destino
100 Revistas 3,24 R$ 14,20 R$ 16,30 RJ
200 revistas 7,35 R$ 20,40 R$ 23,20
300 revistas 11,705 R$ 26,790 R$ 30,30
400 revistas 15,49 R$ 33,00 R$ 37,00
500 Revistas 19,3 R$ 39,10 R$ 43,60
Obs.: Para quantidades acima das disponíveis nesta tabela, combine as quantidades.
Exemplo: para o envio de 700 revistas, a quantia a ser depositada será referente a soma
dos valores de 500 revistas com o valor de 200 revistas.
O que é?
O programa COQUETEL nas Escolas consiste no envio de revistas COQUETEL, de forma gratuita, para as escolas públicas e particulares de todo o Brasil, cabendo às instituições apenas o custo de postagem.
Sucesso desde a sua criação na Bienal do Livro de 2001, o programa foi aprovado pelo MEC (OFÍCIO CIRCULAR Nº 001/02/MEC/GM/ASS/CAB PROTOCOLO - Nº 304/2002) e vem sendo utilizado por mais de 16.000 instituições de ensino com a finalidade de aumentar o rendimento dos alunos em sala de aula.
Tornando as aulas mais leves e descontraídas, o programa auxilia no aprendizado levando o lúdico a alunos e professores, proporcionando conhecimento e diversão. Desse modo contribui para a educação de milhares de crianças e jovens, pois o hábito de fazer COQUETEL desenvolve a percepção visual, enriquece o vocabulário e aumenta o poder de concentração.
Para participar, a escola deverá se cadastrar e seguir todas as orientações descritas em “Como participar”.
Sua escola quer participar? Como participar?
PARA ESCOLAS JÁ CADASTRADAS:
Basta clicar em "Atualize seu pedido", caso deseje alterar algum dado, como a quantidade de revistas a receber. Se não for fazer nenhuma alteração, apenas verifique o custo de postagem, faça o depósito nos meses já escolhidos e envie o comprovante por fax, colocando o código da sua escola.
PARA ESCOLAS AINDA NÃO CADASTRADAS:
1. Preencha todo o formulário de cadastro no site, colocando o tipo, a quantidade de revistas e a periodicidade desejados;
2. Verifique na tabela (no link no final desta página) o valor da postagem referente à quantidade de revistas desejada sempre no dia em que for fazer o depósito;
3. Receba automaticamente, via e-mail, o código da sua escola no Programa. Quando passar o fax com o comprovante de depósito, coloque o nome da escola e esse código;
4. **caso não receba o código por algum motivo, faça o procedimento normalmente. Neste caso, quando passar o fax com o comprovante de depósito, coloque o nome da escola e o endereço completo.
5. Faça o depósito na conta 386565-7, agência 3370-7, Banco Bradesco.
6. Envie o comprovante pelo fax 0(xx)21 2290-7185, colocando o nome e o código da escola (ou endereço, caso não receba o código).
A escola receberá as revistas em 20 dias úteis, somados ao prazo de envio dos Correios (10 dias).
Obs: As revistas continuam sendo gratuitas, porém há os custos de envio. Os envios serão feitos por ENCOMENDA NORMAL.
Observações:
Cada remessa só será enviada após o seu respectivo pagamento.
As revistas estarão disponíveis em pacotes fechados de 100, 200, 300, 400, 500 unidades. No caso de um pedido de 1.300 revistas, por exemplo, serão somados 2 pacotes de 500 mais 1 pacote de 300 unidades.
As revistas destinadas ao programa são:
Pré - Revista Brincando e Aprendendo (a partir de 3 anos)
• Da 1ª à 4ª série - Revista Picolé
• Da 5ª à 8ª série - Revista Fácil
Além destas, estão disponíveis também:
• Crosswords (em inglês)
• Sudoku
• Desafios de Lógica
Para qualquer informação adicional escreva para: coquetel_escolas@ediouro.com.br
PROGRAMA COQUETEL NAS ESCOLAS 2009
Tabelas de custos de envio por quantidade de revistas ( com fonte na tabelas dos Correios )
• Tabelas sempre sujeitas a alteraçao, de acordo com reajuste por parte dos Correios.*
• Atualizada em 7 de julho 2009
Quantidade Peso(Kg) De capital-capital De capital-interior Destino
100 Revistas 3,24 R$ 14,20 R$ 16,30 RJ
200 revistas 7,35 R$ 20,40 R$ 23,20
300 revistas 11,705 R$ 26,790 R$ 30,30
400 revistas 15,49 R$ 33,00 R$ 37,00
500 Revistas 19,3 R$ 39,10 R$ 43,60
Obs.: Para quantidades acima das disponíveis nesta tabela, combine as quantidades.
Exemplo: para o envio de 700 revistas, a quantia a ser depositada será referente a soma
dos valores de 500 revistas com o valor de 200 revistas.
Memórias
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Professora Cecilia Vidal
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Memória
Textos s de memórias
Jania
Já não aguento mais essa solidão, memórias, angústias, dói o meu coração! Meus pensamentos voam, transpassam a imaginação e me vejo num riso, alegria... logo então a realidade sucumbe a minha fantasia Me trazendo a dureza, tristeza do dia, sem a tua companhia minha bela Maria.
Janeti
O lugar onde vivo todos querem viver e os passarinhos também, mas Deus que sabe o que fazer.
O lugar onde vivo eu acordo de manhã e os sabiás ficam cantando.
O lugar onde vivo todos querem morar porque lá tem pomar onde cantam os sabiás.
Jania
Meu bairro é carente isso não escondo não, mais aqui tem gente honesta com amor no coração. Tem uma escola muito legal que para os alunos é especial , minha cidade é Cataguases, no céu dela tem lindas aves , nessa cidade não tem violência pois temos amor em nossa convivência.
Suelen Pereira Silva
O lugar onde eu moro Só tem gente sorridente Ele tem muitas coisas Para animar a gente O lugar onde eu moro tem cantigas e festanças Quando é festa de quadrilha Rola beijos e muita dança O lugar onde eu moro tem bastante coleguinhas Quando a gente amontoa É aquela gritaria.
Suelen Pereira Silva
Moro numa reta
Por isso ando de bicicleta;
As vezes estou num círculo
Passeando com meu veículo;
Adoro ler contos
Para ajuntar pontos;
Vivo numa geometria
Mas quero estudar Pediatria.
BARRA MANSA DE OUTRORA
Terminada a Segunda Grande Guerra Mundial, em 1945, quase todos os países ficaram em grandes dificuldades financeiras, mas aqui nesta cidade de Barra Mansa, éramos felizes, pois a simplicidade e a juventude são para todos nós dádivas e bênçãos de Deus. Por isso é que este período será sempre o mais caro.
A Avenida Joaquim Leite era o palco de nossa grande atração, nossa passarela, principalmente aos domingos, feriados e dias santos, onde desfilávamos felizes e sorridentes, trajando nossas melhores indumentárias.
Naquela época não havia boutique e sim as grandes e famosas costureiras: dona Penha, dona Adélia, dona Zilda, dona Emília, Diva e suas irmãs, dona Lelé e outras, as quais se emprenhavam com todos os recursos para tornar as barramansenses as mais belas e bem vestidas da região. Os vestidos eram confeccionados com todo carinho, criatividade e imaginação. Empregavam-se os mais famosos bordados, miçangas, vidrilhos, paetês, rendas, bainhas abertas, crivos, plissês, contando ainda com o bom gosto das grandes e eficientes profissionais. [...]
(Alzira Ramos. GREBAL. 2007)
Outras atividades:
Entrevista - página 28
Exposição – página 29
Textos s de memórias
Jania
Já não aguento mais essa solidão, memórias, angústias, dói o meu coração! Meus pensamentos voam, transpassam a imaginação e me vejo num riso, alegria... logo então a realidade sucumbe a minha fantasia Me trazendo a dureza, tristeza do dia, sem a tua companhia minha bela Maria.
Janeti
O lugar onde vivo todos querem viver e os passarinhos também, mas Deus que sabe o que fazer.
O lugar onde vivo eu acordo de manhã e os sabiás ficam cantando.
O lugar onde vivo todos querem morar porque lá tem pomar onde cantam os sabiás.
Jania
Meu bairro é carente isso não escondo não, mais aqui tem gente honesta com amor no coração. Tem uma escola muito legal que para os alunos é especial , minha cidade é Cataguases, no céu dela tem lindas aves , nessa cidade não tem violência pois temos amor em nossa convivência.
Suelen Pereira Silva
O lugar onde eu moro Só tem gente sorridente Ele tem muitas coisas Para animar a gente O lugar onde eu moro tem cantigas e festanças Quando é festa de quadrilha Rola beijos e muita dança O lugar onde eu moro tem bastante coleguinhas Quando a gente amontoa É aquela gritaria.
Suelen Pereira Silva
Moro numa reta
Por isso ando de bicicleta;
As vezes estou num círculo
Passeando com meu veículo;
Adoro ler contos
Para ajuntar pontos;
Vivo numa geometria
Mas quero estudar Pediatria.
BARRA MANSA DE OUTRORA
Terminada a Segunda Grande Guerra Mundial, em 1945, quase todos os países ficaram em grandes dificuldades financeiras, mas aqui nesta cidade de Barra Mansa, éramos felizes, pois a simplicidade e a juventude são para todos nós dádivas e bênçãos de Deus. Por isso é que este período será sempre o mais caro.
A Avenida Joaquim Leite era o palco de nossa grande atração, nossa passarela, principalmente aos domingos, feriados e dias santos, onde desfilávamos felizes e sorridentes, trajando nossas melhores indumentárias.
Naquela época não havia boutique e sim as grandes e famosas costureiras: dona Penha, dona Adélia, dona Zilda, dona Emília, Diva e suas irmãs, dona Lelé e outras, as quais se emprenhavam com todos os recursos para tornar as barramansenses as mais belas e bem vestidas da região. Os vestidos eram confeccionados com todo carinho, criatividade e imaginação. Empregavam-se os mais famosos bordados, miçangas, vidrilhos, paetês, rendas, bainhas abertas, crivos, plissês, contando ainda com o bom gosto das grandes e eficientes profissionais. [...]
(Alzira Ramos. GREBAL. 2007)
Outras atividades:
Entrevista - página 28
Exposição – página 29
Oficina de poesias
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Oficina de Poesias
Dicas de Evelyn Heine para quem
quer fazer poesias divertudas.
Você sempre quis fazer suas próprias poesias, mas não sabia nem por onde começar? Seus problemas acabaram! Acompanhe nossas dicas para fazer desabrochar seu talento poético.
1. Sobre o que você quer falar?
Um bom assunto é aquele que está mexendo com você ultimamente. Pode ser qualquer coisa, qualquer sentimento. Poesia é uma forma de comunicação. Pode ser romântica, engraçada, de suspense... Você manda!
2. Soltando as palavras
Pegue um papel e vá anotando várias palavras que tenham a ver com o assunto. Tente achar rimas para elas. Não precisa pensar muito. Brinque de rabiscar palavras. Quanto mais, melhor. Depois você escolhe as preferidas.
3. A primeira frase
Você não precisa acertar logo de cara. É justamente a vontade de acertar de primeira que “emperra” o pensamento. Você é livre para escrever e apagar o que quiser, mudar tudo de lugar... Solte o verbo! Não tenha medo...
4. Como rimar?
Existem vários jeitos de combinar rimas. Podemos, por exemplo, numa poesia de quatro linhas (A, B, C, D), rimar:
A com B e C com D (primeira com segunda e terceira com quarta), ou
A com C e B com D (primeira com terceira e segunda com quarta), ou
Apenas B com D (segunda com quarta linha).
Veja este exemplo:
EU QUERO UM MUNDO MELHOR,
UM MUNDO MAIS “SIM” DO QUE “NÃO”.
SERÁ QUE É TÃO COMPLICADO
VER O OUTRO COMO IRMÃO?
(Evelyn Heine)
O truque para deixar mais legal uma poesia é procurar palavras de tipos diferentes para rimar. “Irmão” é um SUBSTANTIVO e “não” é um ADVÉRBIO. (Viu como é bom saber Português?)
Não precisa ser na poesia inteira, mas, se conseguir, ótimo.
Veja como ficaria mais pobre deste outro jeito:
EU QUERO UM MUNDO MELHOR,
UM MUNDO COM MAIS UNIÃO.
SERÁ QUE É TÃO COMPLICADO
VER O OUTRO COMO IRMÃO?
(Evelyn Heine)
Reparou? "União" (SUBSTANTIVO) com "Irmão" (SUBSTANTIVO) não dá o mesmo efeito, não é?
Além disso, inventar novos papéis para as palavras enriquece sua poesia. Um “mundo sim” serve de exemplo porque transformamos o “sim” (ADVÉRBIO) em adjetivo.
OUTRA!
Vamos tentar, agora, uma poesia mais curtinha, só de três linhas, rimando A com C (primeira com terceira).
MEU CORAÇÃO ARDE... AI, AI!
TUDO CHOVE SÓ PORQUE
ELE ME DISSE UM BYE!
(Evelyn Heine)
Primeiro tive a idéia de rimar “AI” (onomatopéia de dor) com a palavra em inglês “BYE” (que se pronuncia “bai”). Não é legal?
Então... fui imaginando o que combinaria com “AI”.
Pensei na dor de uma paixão não correspondida.
Depois inventei a última linha (Ele me disse bye = foi embora) e ficou faltando a do meio.
Dei um jeito de ligar as duas com a que faltava.
Primeiro imaginei “isso tudo só porque”... mas aí veio uma frase mais forte – “hoje chove só porque”... – e outra melhor ainda (mais sentimento!): "TUDO chove só porque".
Viu só? A gente vai mudando até gostar do conjunto! Você precisa ficar contente com sua obra!
E ATENÇÃO!
Chover é um verbo que não tem sujeito. Por isso mesmo “tudo chove” causa impacto.
É impossível que as coisas chovam! Mas isso exprime a tristeza da situação. Por isso a poesia emociona mais do que dizer apenas: “estou triste porque ele não gosta de mim”.
5. Não saia do ritmo!
O nome do “ritmo”, em poesia, é MÉTRICA.
Resumindo, sem complicar muito, você precisa ver se a leitura fica gostosa ou não.
Os poetas costumam calcular sílabas, ver como elas se juntam nas palavras vizinhas e tal.
Faça o seguinte: sua poesia não “encaixou” direito? Parece que fica uma “ponta” sobrando em alguma parte?
Então troque palavras, inverta a ordem... até seu ouvido ficar satisfeito.
Os poetas de antigamente tinham até que escrever números exatos de sílabas.
Veja o ANTES e DEPOIS a seguir. Compare!
ANTES
PINGA O PINGO INSISTENTE.
PING, PING RITMADO
SÓ PARA AMOLAR A GENTE!
DEPOIS
PINGA O PINGO INSISTENTE.
PING, PING RITMADO
SÓ PRA AMOLAR A GENTE!
Você sabia?
Uma rima feita com palavras do mesmo tipo (mesma classe gramatical), chama-se RIMA POBRE.
Já uma outra feita com palavras de tipos diferentes, chama-se RIMA RICA.
Melhor ainda se você rimar palavras com estruturas totalmente diferentes. Aí o nome é RIMA PRECIOSA (“vê-lo” com “cabelo”, por exemplo).
Atividades
1. Vamos ouvir o poema de Mário Quintana:
Cidadezinha
Mario Quintana
Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...
Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...
Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!
Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...
Prosa e verso. 9ª ed. São Paulo: Globo, 2005.
© by Elena Quintana.
Depois de ouvir, responda:
a) Quantas estrofes apresenta o poema?
b) Quantos versos há em cada estrofe?
c) Há rima no texto? Em que versos?
--------------------------------------------------------------------------]
2. Escreva cinco palavras que se relacionem à imagem.
Use as palavras e crie um poema.
3. Colecionador de cheiros troca
um cheiro de cidade
por um cheiro de neblina
um cheiro de gasolina
por um cheiro de chuva fina
um cheiro de cimento
por um cheiro de orvalho no vento.
Roseana Murray. Oficina de Redação. Leila Lauar Sacramento.
Imagine que você seja um colecionador de cheiros como o eu lírico e pense que tipo de cheiro você gostaria de trocar por outro. Por exemplo, um cheiro de fumaça por um cheiro de mato; um cheiro de peixe por um cheiro de churrasco, etc. Desenvolva essa ideias na forma de um poema.
4. Complete os espaços em branco.
O LUGAR ONDE VIVO
o lugar onde vivo não tem ________________
nem _________________________________
o lugar onde vivo não tem ________________
não tem ______________________________
nem _________________________________.
o lugar onde vivo é cheio de ______________
cheio de __________ e com direito a muita fumaça
o lugar onde vivo não é mais uma cidade
é a minha cidade. é a minha cabeça.
e a minha cidade é _________, é ______________
é ____________________.
na minha cidade, não se depende da vontade de Deus
ou da vontade de quem quer que seja
aqui você dita as suas regras e age da forma que achar melhor
se existe corrupção? é claro.
corrupção de _____________, de ______________... corrupção do moralismo.
no lugar onde vivo, existem escolas de ___________
_________________e aqui o mais importante não é ter dinheiro
é ter cabeça.
mas a minha cidade é uma cabeça.
não importa.
aqui, agora, olhando pra ela, eu vejo tudo __________
mas as roupas são tão coloridas, que compensam.
aqui na minha cidade, ninguém pinta os cabelos
é bacana ser _____________.
se eu falar mais, perde a graça.
você não quer conhecer o lugar onde vivo?
por Renata
Dicas de Evelyn Heine para quem
quer fazer poesias divertudas.
Você sempre quis fazer suas próprias poesias, mas não sabia nem por onde começar? Seus problemas acabaram! Acompanhe nossas dicas para fazer desabrochar seu talento poético.
1. Sobre o que você quer falar?
Um bom assunto é aquele que está mexendo com você ultimamente. Pode ser qualquer coisa, qualquer sentimento. Poesia é uma forma de comunicação. Pode ser romântica, engraçada, de suspense... Você manda!
2. Soltando as palavras
Pegue um papel e vá anotando várias palavras que tenham a ver com o assunto. Tente achar rimas para elas. Não precisa pensar muito. Brinque de rabiscar palavras. Quanto mais, melhor. Depois você escolhe as preferidas.
3. A primeira frase
Você não precisa acertar logo de cara. É justamente a vontade de acertar de primeira que “emperra” o pensamento. Você é livre para escrever e apagar o que quiser, mudar tudo de lugar... Solte o verbo! Não tenha medo...
4. Como rimar?
Existem vários jeitos de combinar rimas. Podemos, por exemplo, numa poesia de quatro linhas (A, B, C, D), rimar:
A com B e C com D (primeira com segunda e terceira com quarta), ou
A com C e B com D (primeira com terceira e segunda com quarta), ou
Apenas B com D (segunda com quarta linha).
Veja este exemplo:
EU QUERO UM MUNDO MELHOR,
UM MUNDO MAIS “SIM” DO QUE “NÃO”.
SERÁ QUE É TÃO COMPLICADO
VER O OUTRO COMO IRMÃO?
(Evelyn Heine)
O truque para deixar mais legal uma poesia é procurar palavras de tipos diferentes para rimar. “Irmão” é um SUBSTANTIVO e “não” é um ADVÉRBIO. (Viu como é bom saber Português?)
Não precisa ser na poesia inteira, mas, se conseguir, ótimo.
Veja como ficaria mais pobre deste outro jeito:
EU QUERO UM MUNDO MELHOR,
UM MUNDO COM MAIS UNIÃO.
SERÁ QUE É TÃO COMPLICADO
VER O OUTRO COMO IRMÃO?
(Evelyn Heine)
Reparou? "União" (SUBSTANTIVO) com "Irmão" (SUBSTANTIVO) não dá o mesmo efeito, não é?
Além disso, inventar novos papéis para as palavras enriquece sua poesia. Um “mundo sim” serve de exemplo porque transformamos o “sim” (ADVÉRBIO) em adjetivo.
OUTRA!
Vamos tentar, agora, uma poesia mais curtinha, só de três linhas, rimando A com C (primeira com terceira).
MEU CORAÇÃO ARDE... AI, AI!
TUDO CHOVE SÓ PORQUE
ELE ME DISSE UM BYE!
(Evelyn Heine)
Primeiro tive a idéia de rimar “AI” (onomatopéia de dor) com a palavra em inglês “BYE” (que se pronuncia “bai”). Não é legal?
Então... fui imaginando o que combinaria com “AI”.
Pensei na dor de uma paixão não correspondida.
Depois inventei a última linha (Ele me disse bye = foi embora) e ficou faltando a do meio.
Dei um jeito de ligar as duas com a que faltava.
Primeiro imaginei “isso tudo só porque”... mas aí veio uma frase mais forte – “hoje chove só porque”... – e outra melhor ainda (mais sentimento!): "TUDO chove só porque".
Viu só? A gente vai mudando até gostar do conjunto! Você precisa ficar contente com sua obra!
E ATENÇÃO!
Chover é um verbo que não tem sujeito. Por isso mesmo “tudo chove” causa impacto.
É impossível que as coisas chovam! Mas isso exprime a tristeza da situação. Por isso a poesia emociona mais do que dizer apenas: “estou triste porque ele não gosta de mim”.
5. Não saia do ritmo!
O nome do “ritmo”, em poesia, é MÉTRICA.
Resumindo, sem complicar muito, você precisa ver se a leitura fica gostosa ou não.
Os poetas costumam calcular sílabas, ver como elas se juntam nas palavras vizinhas e tal.
Faça o seguinte: sua poesia não “encaixou” direito? Parece que fica uma “ponta” sobrando em alguma parte?
Então troque palavras, inverta a ordem... até seu ouvido ficar satisfeito.
Os poetas de antigamente tinham até que escrever números exatos de sílabas.
Veja o ANTES e DEPOIS a seguir. Compare!
ANTES
PINGA O PINGO INSISTENTE.
PING, PING RITMADO
SÓ PARA AMOLAR A GENTE!
DEPOIS
PINGA O PINGO INSISTENTE.
PING, PING RITMADO
SÓ PRA AMOLAR A GENTE!
Você sabia?
Uma rima feita com palavras do mesmo tipo (mesma classe gramatical), chama-se RIMA POBRE.
Já uma outra feita com palavras de tipos diferentes, chama-se RIMA RICA.
Melhor ainda se você rimar palavras com estruturas totalmente diferentes. Aí o nome é RIMA PRECIOSA (“vê-lo” com “cabelo”, por exemplo).
Atividades
1. Vamos ouvir o poema de Mário Quintana:
Cidadezinha
Mario Quintana
Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...
Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...
Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!
Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...
Prosa e verso. 9ª ed. São Paulo: Globo, 2005.
© by Elena Quintana.
Depois de ouvir, responda:
a) Quantas estrofes apresenta o poema?
b) Quantos versos há em cada estrofe?
c) Há rima no texto? Em que versos?
--------------------------------------------------------------------------]
2. Escreva cinco palavras que se relacionem à imagem.
Use as palavras e crie um poema.
3. Colecionador de cheiros troca
um cheiro de cidade
por um cheiro de neblina
um cheiro de gasolina
por um cheiro de chuva fina
um cheiro de cimento
por um cheiro de orvalho no vento.
Roseana Murray. Oficina de Redação. Leila Lauar Sacramento.
Imagine que você seja um colecionador de cheiros como o eu lírico e pense que tipo de cheiro você gostaria de trocar por outro. Por exemplo, um cheiro de fumaça por um cheiro de mato; um cheiro de peixe por um cheiro de churrasco, etc. Desenvolva essa ideias na forma de um poema.
4. Complete os espaços em branco.
O LUGAR ONDE VIVO
o lugar onde vivo não tem ________________
nem _________________________________
o lugar onde vivo não tem ________________
não tem ______________________________
nem _________________________________.
o lugar onde vivo é cheio de ______________
cheio de __________ e com direito a muita fumaça
o lugar onde vivo não é mais uma cidade
é a minha cidade. é a minha cabeça.
e a minha cidade é _________, é ______________
é ____________________.
na minha cidade, não se depende da vontade de Deus
ou da vontade de quem quer que seja
aqui você dita as suas regras e age da forma que achar melhor
se existe corrupção? é claro.
corrupção de _____________, de ______________... corrupção do moralismo.
no lugar onde vivo, existem escolas de ___________
_________________e aqui o mais importante não é ter dinheiro
é ter cabeça.
mas a minha cidade é uma cabeça.
não importa.
aqui, agora, olhando pra ela, eu vejo tudo __________
mas as roupas são tão coloridas, que compensam.
aqui na minha cidade, ninguém pinta os cabelos
é bacana ser _____________.
se eu falar mais, perde a graça.
você não quer conhecer o lugar onde vivo?
por Renata


